segunda-feira, 21 de maio de 2012

ANCORAGENS DO CINTO PARAQUEDISTA
Conforme mencionamos em outro post, o cinturão pára-quedista é o único EPI que sozinho não protege o trabalhador. Utilizar os pontos de conexão do cinto de forma errada também pode fazer com que o impacto de uma eventual queda gere lesões ao corpo do trabalhador, por isso é muito importante identificar qual o cinto indicado para cada atividade.

Existem cintos paraquedistas com vários tipos de conexões como: dorsal, frontal ou peitoral, abdominal, ombros. Cada um desses pontos de conexão é indicado para cada situação especificada na realização do trabalho.

Todos os cintos tem conexão dorsal e este é o principal ponto de ancoragem, ergonomicamente indicado para suportar uma queda, fazendo com que a força do impacto seja distribuída pelo corpo evitando lesões localizadas. Imagine um trabalhador que sofreu uma queda utilizando um talabarte conectado na argola frontal ou umbilical do cinturão. A mecânica da queda coloca em risco a coluna vertebral do trabalhador devido ao impulso da cabeça para trás. Por esse motivo, existe a recomendação de que talabartes, trava-quedas para cordas e trava-quedas retráteis estejam sempre conectados no ponto de ancoragem dorsal do cinturão. Além disso, tais equipamentos não são testados em outras ancoragens que não sejam a dorsal para a obtenção do C.A.

Cinto com ancoragem dorsal
e trava-quedas para corda
Os laços frontais na altura do toráx devem ser utilizados apenas para conexão do trava quedas para cabo de aço em situações de linha de vida vertical, muito comuns em escadas tipo marinheiro.
Cinto paraquedista com
ancoragem frontal
A conexão lateral pode ser feita pelas argolas localizada na altura da cintura para a modalidade de trabalho posicionado. Nessa técnica o trabalhador tem 3 pontos de apoio: os dois pés e a cintura e está conectado a um talabarte de posicionamento, permitindo que as mãos estejam livres para trabalho. Nesse caso pode-se utilizar os laços ou argolas frontais para reforçar o posicionamento muito inclinados para trás. Mas é importante ressaltar que essa modalidade de trabalho exige também alguma forma de proteção contra quedas, sendo esse o motivo da recomendação do uso do cinturão de posicionamento com um cinto paraquedista.
Cinto paraquedista associado ao
cinturão de posicionamento
A conexão umbilical é utilizada quando o trabalhador exerce a modalidade de trabalho suspenso, na qual utiliza um cinto tipo “caderinha” permanecendo em uma posição tipo “sentado”, proporcionando maior conforto ao trabalhador. Nessa modalidade é comum o uso das argolas laterais para posicionamento evitando balanço e desequilíbrios.

Para resgates em espaços confinados, é comum o uso de cintos com ancoragens nos ombros. Esse tipo de ancoragem permite o uso de um acessório, denominado Spreader Bar, que permite o resgate em uma posição mais ergonômica, minimizando a flexão da coluna vertebral torácica durante a subida.
Cinto para resgate em
espaços confinados
Lembrando mais uma vez que tão perigoso quanto não usar o equipamento de segurança é utilizá-lo de forma incorreta.


Fonte: Conect.

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